A Queijaria La Porta é uma queijaria artesanal que fica localizada na propriedade familiar Fazenda Santa Helena, em Belmiro Braga – MG. A fazenda está na família desde 1986, sempre produzindo leite, desde a época de seu fundador, Marcio Rocha. Entretanto, após a sua morte em 2017, a família de 4 irmãos optou em lotear e vender o local. Tudo estava combinado, até que veio a pandemia e o filho mais novo do Dr. Márcio Rocha, de mesmo nome, decidiu voltar atrás na decisão da família e revitalizar a fazenda.
A decisão de continuar com leite foi difícil, mas a família decidiu continuar o sonho do patriarca, porém com uma diferença: o leite seria transformado em queijos. Assim, em 2021, surge a queijaria La Porta, idealizada pela nora do Dr Márcio, Gabriela La Porta, formada em odontologia e gastronomia. Ela sempre amou queijos e tudo que diz respeito ao mesmo, mas produzir parecia muito longe da sua realidade, até surgir essa nova vida.
Para se preparar a essa nova realidade que se encontrava, passaram se por vários processos de melhoramento do leite e muito estudo direcionado ao queijo, e contaram com formações oferecidas pela SerTãoBras. Assim, queijaria inaugurou em dezembro de 2023 e começou a comercializar seus produtos em 2024.
O processo de criação foi atrelado ao que Gabriela mais acredita, que é produzir um produto de alta qualidade usando a matéria prima da própria fazenda, localizada em Belmiro Braga-MG. O leite da fazenda vem sendo trabalhado por toda uma equipe há algum tempo para chegar a um produto típico da região, que leva o jeitinho de MG e do Brasil. Juntando isso à técnica europeia de fabricação e maturação, o queijo evoluiu para um produto de qualidade superior com o DNA brasileiro.
Na gama autoral tem o belmiro blu, um queijo azul, e outras variedades de massa cozida e prensada, casca lisa e natural, todos de leite de vaca, cru e pasteurizados, com fabricação autoral.
“Tivemos reconhecimento da qualidade do nosso queijo graças ao concurso de Tours na França, onde conseguimos uma medalha de bronze com nosso queijo autoral azul de nome BELMIRO BLU.”, conta Gabriella La Porta.

Queijo autoral, com fungo azul na casca, mas não em seu interior. Macio na textura e suave no sabor. Muito apreciado por aqueles que amam um queijo diferente. “Casamento de MG com fungo azul”.
Nome: por ser o nosso primeiro queijo autoral, homenageamos a cidade onde está localizada a fazenda: Belmiro Braga.
Queijo inspirado nos grandes queijos Suíços com olhadura. Mesmo sendo um queijo com ares europeus, nosso Jordan é produzido com bactérias naturais da nossa propriedade, possuindo uma identidade própria e um DNA mineiro. É adocicado no início da maturação; vai intensificando ao longo do tempo.
Nome: Por ser o braço direito da nossa mestre-queijeira e por gerenciar de maneira excepcional nossa queijaria, homenageamos nosso gerente / mestre- queijeiro Jordano para o nome dessa delícia.
O nosso queijo coalho. Do Rio Grande do Norte direto para Minas Gerais, a sua fabricação foi orientada por um queijeiro amigo (o Caju) que com toda sua generosidade nos mostrou os segredos do nordeste.
Nome: Como o coalho é o queijo que o Caio (filho da Gabriela) mais ama, foi homenageado e o nome virou Coaio (coalho + Caio).
Queijo inspirado no nosso queijo minas de todo dia, mas possui uma cura mais avançada e é a expressão do nosso maior orgulho: o leite da nossa fazenda.
Nome: homenagem discreta à sogra da Gabriela (Dalva)… ela só queria comer “um queijo bom!!!“ Em vez de Estrela, colocamos Stella (Dalva).
Queijo inspirado em queijos italianos de longa maturação. É o nosso maior queijo ( maior forma ) e é o que matura por mais tempo.
Nome: Ilha segura remete a um local da infância do proprietário da fazenda ( Márcio Rocha). Na verdade é o nome de um açude onde ele se sentava e pescava com seu pai, sempre que ele pensa em uma “Ilha Segura”, esse local vinha à cabeça. Nada melhor do que homenagear o local que o fez desistir da venda da fazenda.
O primeiro reconhecimento veio em setembro de 2023 quando um queijo, o Belmiro Blu, ganhou medalha de bronze no Mundial de Tours na França.
Nessa época, a queijaria não estava inaugurada e os queijos eram testes para futura produção.
“Foi muito bom ter o reconhecimento, mas também muito desafiador.”, afirma Gabriela.
Em 2024, inscreveram se em mais 2 outros concursos: o Mundial Brasil e a ExpoQueijo de Araxá. “Conseguimos 2 medalhas de bronze no Mundial e em Araxá, 2 medalhas de prata e 1 de ouro. É incrível ter reconhecimento quando se entra em concursos, hoje temos 4 queijos premiados e 5 em produção”. “Isso nos enche de orgulho”, conclui.
Instagram: @queijarialaporta
Contato: 32 9 8445-7274