No vale da Gurita, sobre as encostas da Serra da Canastra, ergue-se a Queijaria Melado — um lugar onde o tempo cura, a terra inspira e o leite se curva aos caprichos do sal, da massa e do saber ancestral.
Desde março de 2020, quando iniciou sua operação com inspeção (SIM), a Melado carrega nas veias o sangue de uma tradição de mais de 30 anos: Mário Luiz de Freitas, o dono da queijaria, nascido de pais queijeiros, cresceu fazendo queijos e aperfeiçoou seu ofício com o tempo, passando os segredos aos filhos. A fazenda fica a 22 km de Delfinópolis-MG, no Vale da Gurita. O rebanho é formado por Girolando, Grúzera e raças meio sangue; o manejo alterna pasto nas chuvas e suplementação na seca, garantindo cerca de 100 litros de leite por dia, o que gera entre 8 queijos por dia. Os queijos são feitos com leite cru, pingo, coagulante e sal, e alguns de casca lavada, vendidos já a partir de 14 dias de maturação.
O nome “Melado” vem da fazenda onde tudo começou — um doce nome de terra, de memória, de futuro.
• 1º lugar no Concurso Municipal de Delfinópolis para maturação de 14 a 20 dias 🥇
• 2º lugar no Concurso Municipal de Delfinópolis para maturação entre 25 a 35 dias 🥈
• Bronze no Prêmio Queijo Brasil na maturação de 15 dias 🥉
• Prata no Prêmio Queijo Brasil na maturação de 35 dias 🥈
• Medalhas de prata e bronze no Prêmio Queijo Brasil 2024/2025 🥈🥉
Esses prêmios comprovam que, mesmo jovem, a Queijaria Melado já pisa firme no terreno da excelência.

No seio da Canastra repousa um sonho cremoso: o queijo que nasce da mistura de leite com paciência,
da respiração da rocha e do vento, do cuidado manual e do sal que tempera a espera.
A Melado não é apenas queijaria — é nascer numa manhã gelada, é escutar o borbulhar da massa, é sentir o murmúrio do leite que se transforma. Mário, Lucas, Iriana e João Vitor – cada um com um gesto – são escultores do sabor;

A queijaria é obra coletiva, de mãos entrelaçadas com a terra. E os prêmios que chegam são como ecos de montanha: confirmam que o caminho está alinhado com a verdade do leite, com a raiz do terroir, com a fidelidade ao tempo.
O rebanho é tratado nas épocas da chuva a pasto. Já na época de seca, coloca-se cana no cocho e silo de milho e suplementos que são para ajudar no fortalecimento e qualidade do animal . Hoje o rebanho produz em média 100 litros de leite em época das águas, com uma produção de oito queijos por dia. Os queijos são produzidos com apenas leite cru, pingo, coagulante e sal. Queijo tipo casca lavada com venda a partir de 14 dias de maturação.

A Melado quer crescer, expandir seu espaço, aumentar sua voz. Mas já hoje, no silêncio da maturação, ela se anuncia como promessa: o melado da Serra que se solidifica em queijo, doce selagem entre a origem e a boca.