Local onde é produzido o melhor doce de leite do Brasil é palco de novas criações de queijo que irão ajudar a revelar o próximo “Melhor Queijeiro do Brasil”
A primeira etapa do Concurso que vai eleger o “Melhor Queijeiro do Brasil”, dentro do “4º Mundial do Queijo do Brasil” aconteceu no último final de semana (29/11) dentro do Laticínio Viçosa, na cidade homônima, na zona da mata mineira.
Essa etapa testa o saber-fazer profissional do queijeiro e sua capacidade de produzir em condições diferentes da sua rotina, na execução de uma receita autoral.
Quatro equipes concorrem na disputa que terá o grande vencedor definido no dia 18 de abril de 2026, durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo.
As equipes são: Júlia, da Quinta das Magnólias, que levou o esposo para ajudá-la; Equipe BioPark, que contou com o auxílio de Kennedy Bertiolli – que também fez parte da equipe ganhadora do último concurso; Equipe Marialva, de Madre de Deus de Minas, que contou com o produtor Mauro Marialva, da queijaria homônima e a Equipe Cruzília.
As equipes receberam 50 litros de leite cru cada – sendo que eles não poderiam transformá-lo em pasteurizado -, e fizeram o queijo baseado nas promessas de cada um, para abril, onde serão degustados pelos jurados na última fase.
Mauro (equipe Marialva) prometeu um queijo cilíndrico de mais ou menos 3kg de massa prensada, semi cozida e deslactosado. Com uma textura untuosa, e uma casca de carvão natural – criação dele. Já a Equipe da Cruzília busca produzir um queijo de 1 kg com pequenas olhaduras mecânicas, casca lavada, com coloração amarelo – palha e interior branquinho, e sabor do “bosque”. Júlia, da equipe da Quinta das Magnólias, vai elaborar um queijo de 3kg, delicado no sabor – adocicado, frutado – com massa macia e olhaduras mistas, e uma afinação com hidromel de abelha nativa e recoberto na cera.
A jurada Patrícia Schons mostrou animação com o desafio em julgar as etapas do concurso: “é muito bom acompanhar esses queijeiros se desafiando, trazendo novas inovações para o mercado brasileiro.” Os jurados avaliaram como as equipes trabalharam com o leite, as técnicas e práticas queijeiras, além das soluções para os problemas que o ambiente pode trazer. Já Rosângela Freitas, que também atua como jurada, complementa: “a gente tem observado as características deles de trabalhar, o trabalho em equipe, como eles se adaptam ao ambiente que é completamente diferente para eles, se eles tem conhecimento técnico – se a partir do que eles estão pensando, eles estão no caminho certo para chegar ao produto que eles querem no final e qual a característica relacionada a condições higiênicas de trabalho”.
Representante da Global Food, Ariel Lessa descreveu a importância do concurso no cenário brasileiro: “esse evento é muito importante para disseminar os queijos maturados, os queijos artesanais, que trazem essa complexidade de sabor, aroma, textura para um mercado que tem grande potencial no Brasil”.
O concurso conta, pela primeira vez, com um comissário – geral, na figura de José Manoel, que vem para representar e valorizar o queijo artesanal.
Antônio Fernandes, que divide a presidência do concurso junto a Arnaud Sperat, destaca a importância do espaço de realização do evento, por “associarem a academia com o queijo artesanal e fazendo queijos de leite cru”. Segundo Antônio, a prova poderia ser abreviada em duas palavras: “capacidade de adaptação”, já que os queijeiros foram desafiados a produzir fora do seu ambiente de conforto.
As próximas etapas envolve: avaliar a habilidade de maturar um queijo em condições específicas, na própria queijaria do candidato; e na terceira etapa, avaliar a produção do queijo no ambiente habitual de trabalho do participante. A quarta etapa acontece no dia 18 de abril de 2026, durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil.
As provas da primeira e da última etapa são realizadas diante do público.
Confira uma tour no local que rolou a prova para conferir todos os detalhes da primeira etapa: