Duas mil queijarias operam de modo ilegal no Ceará, segundo presidente da Adagri

Publicado em matéria de Egídio Serpa, para o Diário do Nordeste, número levanta debates sobre fiscalização

Há duas mil queijarias ilegais operando no Ceará – com quase todas elas em municípios do interior do estado – de acordo com o presidente da Agência de Defesa da Agropecuária (Adagri), Elmo Belchior Aguiar.

O contrabando de lácteos acontece, principalmente, com o queijo muçarela, variedade que é a mais utilizada pelas pizzarias de Fortaleza. Esse queijo chega de ônibus, caminhão e carros de passeio, burlando a vigilância da fiscalização sanitária e, também, da Sefaz. De quando em vez, a Polícia Rodoviária Federal e Estadual faz uma “blitz” em pontos estratégicos das rodovias cearenses e apreende toneladas de queijos muçarela sem origem identificada e sem o Selo da Fiscalização Agropecuária.

Fiscalização mais rígida

Os fiscais da Adagri, cientes da situação, buscam reforçar a fiscalização. O governador Elmano de Freitas autorizou a admissão dos aprovados no concurso público promovido pelo órgão.

“Com esse novo contingente pessoal, teremos condição de ampliar e tornar mais rigorosa a fiscalização das atividades de todo o setor de lácteos, incluindo, especialmente, essas queijaras”, disse Aguiar. 

Com a fiscalização mais rígida, o presidente do Sindicato da Indústria de Lacticínios do Ceará, José Antunes Mota, espera que “não se combatam apenas as queijarias ilegais, mas o contrabando de lácteos que diariamente chegam em Fortaleza procedentes de outros estados.”

Fernando Mourão, engenheiro de alimentos, pesquisador e professor da Universidade Federal do Ceará (UFCE), acredita que com esse contigente de pessoas, devidamente treinados, possa contribuir para a fiscalização, mas sem esquecer que queijo artesanal não deve ser confundido com queijo clandestino: “O governador do Ceará autorizou a contratação de 120 funcionários para a ADAGRI. E precisamos que pelo menos 20 destes funcionários sejam treinados sobre o queijo artesanal, para que não tenhamos prejuízos em relação a produtores de queijos artesanais”, afirma.

Fonte: Diário do Nordeste

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