A queijaria é a primeira em todo o estado a obter o registro de inspeção sanitária para comercializar o “Queijo Artesanal Cabacinha do Vale do Jequitinhonha”. A Lei nº 24.379, publicada no dia 05/07, reconhece como de relevante interesse cultural o modo de fazer o queijo artesanal Cabacinha, produzido no Vale do Jequitinhonha. O objetivo, de acordo com a publicação, é valorizar bens, expressões e manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade mineira.
História
O produtor de Queijo Cabacinha José Alves é sergipano da cidade de Itabaianinha. Seu pai veio pra Joaíma-MG na década de 70 através do comércio de gado. Ele começou a produzir leite em 2001. “Fazia tipo mussarela para enviar para São Paulo e Sergipe. Em 2009, dois vizinhos, José Gontijo e Elizabeth Sampaio, me incentivaram a fazer a receita. Eu fui com eles ao lançamento do programa “Cabacinha com Qualidade do Jequitinhonha” na cidade de Pedra Azul MG, em 2010. Desde então faço somente Cabacinha e vi a possibilidade de ser um produtor legalizado”, disse ele.

A Fazenda Terra Estranha está em uma área de Chapada com Vales chamada de Boqueirão, no município de Joaíma no Vale do Jequitinhonha MG, em uma altitude entre 700 e 800 metros e temperaturas amenas. O rebanho de 50 vacas girolandas, 40 em lactação, vive em pastos rotacionados (sequeiro e irrigado), com suplementação.
Regulamentação do Cabacinha
A Portaria n° 2.377 do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que detalha a regulamentação, foi embasada pela pesquisa coordenada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e o Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG), com recursos de emenda parlamentar.