A trigésima sétima edição do World Cheese Awards, competição inglesa criado em 1988 pela organização britânica Guild of Fine Food, foi realizada em Berne, na Suiça – pela primeira vez.
A competição elegeu o gruyère suíço, como o melhor queijo do mundo. Na disputa foram 5.244 queijos de 46 países julgados por 265 jurados. Os queijos que concorriam ao prêmio foram distribuídos em 113 mesas, sendo que em cada uma delas havia uma equipe de 2 ou 3 jurados responsáveis pelo julgamento, uma média de 44 queijos por mesa. Do Brasil, entre os 175 enviados, 50 queijos conquistaram medalhas, todos de leite pasteurizado.

John Farrand, diretor da Guild of Fine Food, organizadora do World Cheese Awards, comentou: “E aí está: o país-sede leva o maior prêmio do mundo dos queijos mais uma vez. Talvez seja porque nossos juízes estão imersos no terroir da nação, talvez seja pelo simples fato do queijo ter uma distância menor para percorrer, mas a realidade é que este queijo venceu através do nosso processo de julgamento multicamadas de degustação cega e acabou alcançando a pontuação mais alta, impressionando os juízes do Super Júri de 14 países diferentes.”
Vale lembrar que o gruyère levou a melhor também no Mondial du Fromage de Tours, na França, em setembro 2025.
Queijos da América Latina

O World Cheese Awards também premia queijos por país e região. Na América Latina concorreram países da América Central e do Sul, que disputaram o título na categoria de Melhor Queijo Latino-Americano. Quem levou o prêmio foi o queijo mexicano andante, da Finca Las Luciérnagas.
O andante é um queijo semi duro, pasteurizado, feito com leite de ovelha, maturado por 6 meses, coagulado com flor de cardo e com a casca banhada em cerveja artesanal, o que dá um toque bem umami na boca.
No total, a América Latina recebeu 9 medalhas de ouro, 28 de prata e 34 de bronze. Totalizando 71 medalhas, sendo que desse montante 50 foram para o Brasil.
Premiações brasileiras

Dentre elas, destaca se a Queijaria Vale do Vento (associados SerTãoBras), de Valença: que conquistou a única medalha do estado do Rio de Janeiro da competição. Concorrendo com quase 5 mil queijos de 50 países, o resultado não poderia ser mais significativo.
O protagonista dessa conquista foi o queijo Neblina, maturado por 3 meses, que arrebatou a medalha de bronze — um reconhecimento que celebra não apenas a excelência técnica, mas também a dedicação, o terroir e a autenticidade do trabalho artesanal da queijaria.
Esse triunfo reforça uma verdade já bem conhecida no universo dos queijos artesanais: Valença está constantemente entre os destaques, acumulando medalhas e projeção em competições nacionais e internacionais. A cidade se consolida, ano após ano, como um polo de excelência queijeira, levando o nome do Rio de Janeiro para o pódio e conquistando cada vez mais admiradores.
No coração dessa conquista estão Isadora e Lucas, o talentoso casal de queijeiros por trás da Vale do Vento. Com paixão, técnica refinada e um profundo respeito pelos processos artesanais, eles transformam leite, tempo e cuidado em verdadeiras obras-primas. O resultado desse trabalho dedicado transborda no sabor, na identidade e agora também no reconhecimento mundial.
Confira a lista de premiados aqui.