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Suspensa a fiscalização dos queijos artesanais em Uberaba-MG

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do Jornal de Manhã, de Uberaba-MG

No dia 22 de março, o Procon Estadual e a Vigilância Sanitária apreenderam 780 quilos de queijos artesanais em Uberaba

O Ministério Público, através da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos do Consumidor, deixará de fiscalizar, por 60 dias, a produção de queijo Minas no município, tendo por base a Lei 14.185/02 que estabelece regras para fabricação, embalagem, estocagem, acondicionamento e comercialização da iguaria. O prazo foi acordado ontem após reunião de cerca de duas horas entre o titular do MP, Carlos Valera, os vereadores Marcelo Borjão e Cleber Cabeludo – ambos do PMDB –, o deputado estadual Adelmo Carneiro Leão (PT) e representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater), da Prefeitura, Sindicato Rural e do deputado federal peemedebista, Paulo Piau, entre outros.

Neste período, os órgãos e entidades ligadas ao segmento, ficarão responsáveis por elaborar um cronograma visando a realização de macros encontros com os produtores rurais e urbanos dos queijos Minas artesanal, padrão e frescal, voltado à capacitação da categoria. Ficou acertado ainda, que o promotor vai aguardar o resultado da audiência pública proposta pelo petista para ser realizada no dia 20, na Assembleia Legislativa, a fim de colher subsídios visando à celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta.

O TAC será voltado à regularização da produção e comercialização de todos os tipos da iguaria, em Uberaba. No encontro de ontem, solicitado por Borjão, o grupo concluiu que é necessário imprimir esforços junto ao Governo do Estado para agilizar a publicação do Decreto que vai regulamentar a Lei 14.192/10, que incluiu o município na microrregião de Araxá como produtor do queijo Minas artesanal.

Houve consenso que não se pode, em nome da aplicação tecnocrata da lei, acabar com um patrimônio imaterial cultural do Brasil, como é o queijo feito de maneira artesanal, nas propriedades rurais, nos rincões do Estado de Minas Gerais, diz Borjão. (RG)

Publicado em 02/04/2011

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1 Comentário

Gustavo Velasquez Santos
21/04/2011 a 14:31

Acho muito justa esta operação de saneamento, dos alimentos impróprios para consumo,mal produzidos, mal conservados, que devem ser veementemente proibidos .

AFINAL SÃO VIDAS EM JOGO

Apenas gostaria de fazer uma ressalva para um produto tradicional, genuinamente brasileiro, que vem mantendo sua qualidade, pelo orgulho de seus produtores em manterem seu produto de geração para geração.

O QUEIJO MINEIRO !!!

Na verdade , não queremos eliminar os pequenos produtores rurais, que buscam na fabricação do queijo mineiro, o sustento de suas familias, preparando com esmero o seu produto, para manter a freguesia.

Todos sabem que um queijo minero de péssima qualidade, incha, e forma muitas bolhas, não sendo consumido por ninguem.

Afinal cada mini e pequeno produtor tem orgulho da fabricação de seu queijo artesanal. Cada comerciante, orgulha-se de dizer que o seu produto comercializado é o melhor da região. Cada mineiro, entre um gole de café e um bolo de fuba, ou até uma cachacinha,comenta sobre sua competencia em saber escolher um bom queijo de Minas.

O cuidado e esmero na fabricação centenária , artesanal, passa de pai para filho, os espertinhos e aproveitadores, não tem existencia neste produto artesanal.

O QUE QUEREM ENTÃO ?

Eu acho que buscamos acabar simbolicamente com os “ratos” nem sempre mineiros, tirando o alimento deles, eles morrerão de inanição….

Não que necessariamente nós mineiros que gostamos de “queijo” sejamos também “ratos”, nada obstantes alguns mineiros, se portarem como este roedor.

O proximo passo, é tirarmos a existencia dos corruptiveis, com isto acabaremos com os corruptores…

Na verdade, esta é uma operação que no meu entender, deverá simbolizar, outro foco a ser atacado, qual seja, acabar com os sequestros, os assaltos, a corrupção, o desvio de verbas, o caixa dois, as drogas, os narcotraficantes, o nepotismo,a prostituição infantil, a pedofilia, a fatal de ética, a imoralidade , a falta de condições de saude estudo e moradia aos Brasileiros.

Tudo isto,tenho quase certeza, é culpa do queijo mineiro, ou pelo menos dos RATOS.

Gustavo Velasquez Santos
um apreciador do queijo mineiro
sem ser um “rato”.

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