Entre 1960 queijos de 26 países, julgados por 350 juízes, os produtores brasileiros não fizeram feio. E os associados SerTãoBras não ficaram para trás

Foram 58 medalhas conquistadas pelos brasileiros, sendo 10 ouros, 18 pratas e 30 bronzes.
Entre os ganhadores, destaca se a Estância Silvânia que conquistou três medalhas de ouro, com os queijos Real Silvânia (queijo de massa cozida maturado 60 dias) e o Dom Silvânia (queijo maturado com gengibre e urucum com casca de cera de abelha), além do Nectar Silvania (um iogurte natural).
Outro laticínio que se destacou foi o Laticínio Lejane, que levou para casa 7 medalhas, sendo 2 de prata com o queijo Tipo Camembert e o queijo Catedral, e 5 bronzes, com o queijo Parmesão, o queijo Minas Padrão, o queijo Le Vin, o queijo tipo Gouda e o queijo Prato Bola.
E o Paraná novamente se coloca como uma potência queijeira, ao faturar 7 medalhas no concurso: duas medalhas de ouro e duas de prata pela BioPark – Toledo e outras três de bronze com a Queijaria Vila Velha, de Ponta Grossa; Queijaria Sítio Aliança, de Santana do Itararé; e Granja Santo Expedito, de Palotina.
Já o queijo coalho maturado com café produzido pela Queijaria Tradição D’Lourdes, de Autazes, e o Queijo Manteiga Blend da Queijaria Macurany, de Parintins, conquistaram uma medalha de ouro e uma medalha de bronze, respectivamente, para o Amazonas.
O município de Alagoas em Minas Gerais também foi bem representado com a Fazenda Santo Antônio levando um ouro; a Fazenda Bela Vista conquistando uma prata e um bronze, já Fazenda Santo Antônio recebeu dois bronzes e o Sitio da Onça fechou a conta com mais um bronze, totalizando 6 medalhas.
E por falar em Minas Gerais, o estado também representou, conquistando mais de 50% das medalhas conquistadas pelo Brasil na competição, com 3 ouros, 9 pratas e 19 bronze. “É uma honra, como autor da lei que libertou os queijos artesanais, ver os queijos brasileiros sendo premiados no Mondial, especialmente os queijos mineiros” relata o Deputado Zé Silva, que foi convidado para ser jurado no Concurso.
A lei em questão – n° 13.860/2019 – confere o Selo Queijo Artesanal para queijos que já tenham o Selo de Inspeção Municipal permitindo ser vendido em todo o Brasil.
“É uma satisfação imensa poder voltar à França com a bandeira de Minas na mala com muito orgulho! Os prêmios aqui na França dão mais visibilidade aos nossos queijos e despertam interesse nos turistas em conhecer a produção!” diz Osvaldo Filho, produtor de queijo e fundador da Queijo D’Alagoa-MG.

Jordane Macedo, diretor da Rota do Queijo de Minas confirma: “Foi uma experiência incrível participar como jurado neste concurso internacional e poder conhecer um pouco mais da dinâmica de como estes valorizam o trabalho de todos os produtores de queijos”.
Campeão da competição
O campeão da competição por mais um ano foi o queijo Gruyère a Dop suíço.


Ele foi declarado o vencedor após a etapa final, que julgou, novamente, os 12 queijos que tiraram as melhores notas. “Foram doze jurados de países diferentes a escolher o melhor do mundo, em frente ao publico. Fiquei feliz de continuar a representar o Brasil nesse seleto corpo de jurados.”, afirmou Débora Pereira, diretora geral da SerTãoBras e representante do Brasil no júri.

A SerTãoBras foi responsável por organizar a logística que possibilitou o envio dos queijos dos associados para Tours. Por meio de nossos voluntários, os queijos puderam chegar a seu destino e conquistaram medalhas, que ajudam a elevar a produção artesanal no Brasil a um patamar internacional.
Parabenizamos todos os participantes que inscreveram seus produtos e felicitamos os premiados
Confira abaixo a lista com todos os brasileiros premiados: